A Pernambucanas colocou uma IA para auditar faturas. E acertou em um ponto essencial: a IA não decide sozinha.
A Pefisa, braço financeiro do grupo, adotou uma ferramenta de inteligência artificial para cruzar dados e identificar divergências nas faturas de mais de 2 milhões de clientes. Quando um problema é detectado, a equipe aciona a processadora já munida de dados, resolvendo em horas o que levava dias.
O caso chamou atenção porque mostra, na prática, onde a IA realmente entrega valor na rotina financeira: na descoberta. Ela encontra o que o olho humano não alcança em meio a milhões de transações. Mas o detalhe mais importante está na fala de Elisandra Squiavenati, responsável pelas operações financeiras do grupo: “Não adianta ter os dados e achar que vai encontrar a solução; é preciso ter o contexto.” Os gestores validam os resultados da IA antes de qualquer decisão.
É exatamente a nossa visão na ATTA.
O que a IA faz bem na conciliação
A conciliação de cartões gera um volume de dados que nenhuma equipe acompanha manualmente: vendas, cancelamentos, chargebacks, ajustes, taxas e repasses das adquirentes, tudo em ciclos diários. A IA é excelente para:
- Cruzar milhões de registros em minutos e apontar divergências entre o vendido e o liquidado;
- Identificar padrões: taxas fora do contratado, valores retidos acima do limite, repasses que não chegaram;
- Priorizar o que importa, para que a equipe atue primeiro onde o valor em risco é maior.
Ela automatiza processos e trabalha os dados com uma velocidade impossível de replicar manualmente. É o last mile da conciliação: a camada que transforma dados já processados em visões acionáveis para o CFO.
O que só o conciliador resolve
Mas existe uma condição para a IA funcionar bem: ela precisa consumir dados já processados, organizados e confiáveis. Dados brutos, inconsistentes ou sem contexto geram achados irrelevantes, ou pior, decisões erradas.
É aqui que entra o conciliador. Na nossa arquitetura, o Conciliador processa, armazena e concilia os dados. Ele detém o know-how da operação, a expertise construída em bilhões de transações conciliadas e o histórico completo de cada divergência tratada. A IA entra depois, sobre essa base sólida, para dar diferentes visões ao CFO e acelerar a descoberta.
Sem o conciliador, a IA é um farol sem mapa: ilumina muito, mas não sabe para onde apontar. Com o conciliador, ela vira uma lente de precisão sobre uma operação que já está sob controle.
A arquitetura correta: dados primeiro, IA depois
A ordem importa. Empresas que tentam aplicar IA diretamente sobre dados desorganizados descobrem rápido que o gargalo não é o algoritmo, é a base. O caminho que funciona:
- O Conciliador captura as vendas e os arquivos das adquirentes;
- Processa, armazena e concilia cada título, não apenas valores agregados;
- A IA consome esses dados já conciliados e gera visões: divergências priorizadas, tendências de taxas, alertas de retenção;
- O time financeiro valida e atua, com contexto completo.
O resultado é o que a Pefisa demonstrou: problemas resolvidos em horas, não em dias, com decisões tomadas por pessoas, sobre dados confiáveis, com a IA fazendo o que ela faz de melhor: encontrar.
Conclusão
A IA não substitui o conciliador. Ela potencializa quem já tem a base de dados correta. O conciliador detém o know-how, a expertise e o histórico; a IA é o last mile que automatiza processos e entrega visões ao CFO.
A IA encontra. E um bom conciliador garante que ela esteja procurando no lugar certo.
Fonte do caso citado: Portal Novo Varejo, “Pefisa adota inteligência artificial para agilizar análise de faturas de clientes”: portalnovovarejo.com.br
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